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Criatividade e Ação: a convivência possível.

Foto do escritor: Anna Cecília Junqueira
Anna Cecília Junqueira
há 8 horas
3 min de leitura

Por muito tempo me senti dividida entre ser uma pessoa criativa e artista e uma mulher com uma visão de negócios e empreendedora. Parecia que uma coisa não poderia coexistir com a outra, como se uma face minha engolisse a outra toda vez que era ativada, ao estilo de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, do clássico O Médico e o Monstro (Robert Louis Stevenson).

Qual era a melhor? Nunca soube dizer, pois a sensação de estar incompleta era permanente dentro de mim. Me sentia às vezes menor, menos criativa, menos capaz de gerenciar um negócio, menos atriz, e esse pensamento nada construtivo me perseguiu por anos, oscilando dentro da minha cabeça e reduzindo a minha liberdade criativa.

Em 2008, junto com alguns amigos atores, criei a Gambiarra - A Festa, um projeto de música brasileira que ficou conhecido nacionalmente e internacionalmente, virando um grande case de marketing. Reuníamos 5 mil pessoas por evento e rodamos o Brasil e Exterior com nossos djs e artistas convidados. Fizemos blocos de carnaval, lançamos grandes nomes como Iza e Ludmilla e mudamos a cena da noite paulistana com o conceito de brasilidades. Fiquei por lá 16 anos gerenciando equipes e fazendo a Direção Artística e Comercial de todo o negócio, ao mesmo tempo que sempre mantive minha carreira de atriz no teatro. Na verdade, fazia de tudo por lá, até pendurar bandeirinha na pista de dança durante as festas juninas. Ali aprendi sobre formar um time, sobre criar e realizar sonhos e, principalmente, a lidar com imprevistos, essa grande característica que envolve a profissão de produtora - aos poucos vou contando por aqui sobre essa fase da minha vida.

Mas o pensamento sempre continuava: será que essa energia de empreendedora deveria ser só direcionada para minha carreira de atriz? Estaria eu me perdendo pelo caminho?

Há 2 anos, então, saí da sociedade da Gambiarra. Não porque eu não acredite mais no projeto, pelo contrário, acho que a Gambiarra foi fundamental para a construção de uma imaginário inclusivo e libertário no País, mas porque eu precisava caminhar agora com minhas pernas próprias, conectando meu lado artista com meu lado empreendedora, sem muletas de sócios ou fachadas, sem ter que negociar alguns valores que para mim se tornavam urgentes e precisavam de espaço. Eu precisava ocupar o lugar que já estava aberto para mim por completo - só eu que não estava enxergando, ou melhor, já estava vendo pela fresta.

Assim, em 2024 comecei a estruturar a Mulher Telepática, minha agência e produtora, que reúne não só meus trabalhos autorais (meu lado artista), mas um grupo de artistas e projetos que admiro e que tenho orgulho em representar, produzir ou indicar (meu lado empreendedora) para agências e clientes. De ser essa ponte de conexão para talentos, ideias e criações artísticas com o mundo corporativo e institucional - com todo conhecimento e habilidades que adquiri pela vida afora. Captando recursos para quem cria ou criando para quem tem o capital pra investir. E tudo isso com afeto e dedicação, meu fio condutor de trabalho sempre. A Mulher Telepática, então, é isso tudo que sou e que construí ao longo da minha vida. Essa capacidade de finalmente reunir meus dois lados e colocar em movimento esse fluxo criativo em ação!


Então, se você chegou até aqui, seja bem-vindo (a) a este site!

Se gostou e quer saber mais, deixe seu email nos contatos ou siga a Mulher Telepática nas redes.

Será um prazer agora compartilhar por aqui minhas novas andanças e descobertas, e contar um pouco mais sobre como cheguei aqui nos próximos posts.

Ah, e também saber onde reverbera esse texto em você que me lê agora.


Beijo telepático!

Ate breve!


Anna Cecília Junqueira.

 
 
 

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